segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

IV CNIJMA = Oficina TRilha da Vida! ;D

19 de novembro de 2013 – CNTI – Luziânia-GO
Grande Mestre José Matarezi e Juliane Botelho 

















Formação da Oficina Trilha da Vida – José Matarezi e Equipe mais que de mais

Juliane CJ Mato Grosso ^^]
Sentir, o tato com os objetos, as mãos tocando e o rosto sentindo. Hoje nosso dia nesta oficina começou pela manhã com diálogos e com-tatos entre nós Facilitadoras e o pessoal da trilha, aprender e decidir em grupo um sistema para organizar o que iriamos fazer durante este dia. Pudemos ouvir e sentir um pouco de como a Trilha é planejada na mente deles, e uma coisa chamou atenção é de que já vivenciamos a trilha sem percebermos e ela nunca é igual.
O sentir nosso depois do almoço e de um breve descanso, foi realmente Incrível, iniciamos pelo circulo, fazendo Com-Tato nos conhecendo melhor, fizemos a dinâmica do foco, que mexe muito com os sentidos de olhar, raciocinar e agir rápido. Aprendi que para nos conhecermos realmente uma pessoa, o legal é sairmos do comum e fazer diferente, e que a atenção com nossos focos no dia a dia é fundamental para construirmos histórias e praticas boas de Ser e Fazer o bem em conjunto contando sempre com o próximo, procurando passar de forma agradável o que queremos para logo mais 'no futuro'.
Lembrei do filme “O Menino de Pijama Listrado” esse contato com os objetos fez-me ser uma exploradora, assim como o Menino Bruno curiosa e com vontade de experimentar isso, e comparando com esta história em especifico pude notar que se deixarmos o mundo e as guerras diárias nos dominar logo acabaremos numa câmara de gás de frente com a morte.
Ao longo da caminhada, os sentidos e percepções foram retornando ao seu estado original, pois quando era criança fazia tudo isso de brincar, tocar, cheirar e xeretar, e não tinha medo, agora depois que cresci um pouquinho parece que coloquei essas coisas em um baú e havia esquecido dentro do porão no meu interior. A experiência trás muitas lembranças boas, que senti muita saudade, trazendo minha família e junto o fato de que o tempo passa e que a família, aquela que forma nós enquanto seres humanos, também passará.
A Matraca de colocar no animal para não se perder fez eu voltar naquela infância de sítio, onde fui criada e perceber o quanto estou e estamos poluídos com a cidade, o ambiente urbano, a coisa de desenvolver o lado intelectual só com livros e mais livros cheios de teorias, e vi que hoje quando vou ao sítio eu não tenho mais essa sensibilidade de quando criança de querer sentir a natureza ali perto.
Outra coisa muito boa dessa experiência é o som produzido pelos vários instrumentos indígenas, e que lembram os elementos que precisamos para viver, a água do pote de barro estava fresquinha e gostosa.
Outro aprendizado, foi que tenho que ensinar minha irmã que é mais nova a sentir mais as coisas da natureza, ela ainda mora no sitio com meus pais e tem sido contaminada pela mídia de querer ter e ter e ter as coisas que passam na TV e poxa eu fui ter meu primeiro celular com 16 anos e ela com 13 já tem um.
Os brinquedos foram especiais, pois são alguns dos quais me divertia quando era criança. O momento de descobrir a cachoeira foi mágico, estou muito Feliz de vivenciar a Trilha.

Juliane Botelho Ricaldes CJMT – Coletivo Jovem de Meio Ambiente de Mato Grosso.


Maria CJ Distrito Federal :D
Rafhaela CJ Maranhão ;D






Dia 19 de novembro de 2013 – Rafaela CJ Maranhão

Neste dia tive a imensa oportunidade de apreciar coisas que hoje não paramos para olhar, ou não percebemos o quanto é grande sua importância, me sentir livre como os pássaros que por aqui cantam. A liberdade soava em mim como uma voz que estava sendo sufocada e que precisava ser colocada para fora. Perceber a importância que as coisas naturais tem e que devemos passar pela vida não apenas como uma simples “passagem”, mas vivendo de verdade; apreciando a natureza, cuidando de você, do seu próximo e do ambiente.
Pude notar o quanto estamos voltados para as coisas materiais, ao comodismo; as coisas fáceis e não percebemos a verdadeira matéria-prima que é sua origem, ou seja, o quanto a natureza é bela; somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudarmos o que somos.

Rafaela CJ Maranhão – Luziânia 19-11-13

Momento de criar estratégias de Ações com os delegados que estavam participando da Oficina o/ grupo 1

Fizemos o caminho de “Encontros e Descobertas”: Juliane (Mato Grosso), Rafaela (Maranhão), Ana Gleice (Tocantins), Maria Mariah (Distrito Federal) e Carol Bona (Santa Catarina); sob os cuidados de Emerson e Ana Zilli da Equipe Trilha da Vida. Não podia se comunicar em forma de palavras com nossas colegas de oficina e a nossa tarefa era a de explorar o lugar, em meio as árvores gigantes e na grama, muito gostoso.
Logo após, nossos guias pediram para que escrevêssemos um texto sobre como estávamos nos sentindo em relação àquela experiência.
… hora do lanche, voltamos ao espaço de integração e socialização com os nossos amigos Cjs
… 30 minutos depois, voltamos para um outro lugar, uma sobra frondosa de várias árvores e lá, o Emerson pediu para que sintetizássemos em uma palavra todo aquele texto que havíamos escrevido sobre a experiência.
Juliane: Infância
Rafaela: Liberdade
Ana Gleice: Sensibilidade
Maria: Essência
Carol: Conexão
Foram nossas palavras, em seguida Matarezi falou um pouco sobre esse passo dentro da metodologia que é a Trilha da Vida, e comentou alguns casos de outras trilhas que ele já fez; a próxima passada é a Construção da Rede Semântica, onde temos que ligar essas palavras com um barbante, seguindo uma lógica ou não de ligação entre elas e nossa experiência com a trilha.
Não queríamos desfazer a rede, pois formamos ela com tanto carinho, que tentamos nos mover e ver qual a forma sairia se de algum jeito essa rede acabasse e acabamos formando um símbolo que é o infinito, e para nós aquilo seria para sempre como o infinito, sem um fim.
Momento de criar estratégias de Ações com os delegados que estavam participando da Oficina o/ grupo 2
A última tarefinha do nosso dia, foi colocar na cartolina um desenho, ou símbolo, ou palavras que representasse o que tínhamos feito naquele dia. E foi muito legal, a construção foi coletiva e desenhamos o infinito com nossas palavras na ordem em que foram ligadas, com desenhos de pegadas. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário