terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Cada pessoa... É uma Escola, uma Estrada, uma História!




Juntos por um mundo melhor e mais sustentável! Vídeo produzido pelo grupo do projeto Somos Som.. Muito lindo e Emocionante!!
... CJs estão todos de parabéns! Fizemos um trabalho e tanto durante a IV CNIJMA, nossos filhos aqui de MT, voltaram com todo o gás, surgiu até PMC numa escola essa semana! Existe um fio ligando todos nós agora, e não há energia mais linda e positiva emanando por ai do que a NOSSA! :)
Abraços Coletivos!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O significado de Mandela para o futuro ameaçado da humanidade por Leonardo Boff

LEONARDO BOFF / 07/12/2013

Nelson Mandela, com sua morte, mergulhou no inconsciente coletivo da humanidade para nunca mais sair de lá porque se transformou num arquétipo universal, do injustiçado que não guardou rancor, que soube perdoar, reconciliar pólos antagônicos e nos transmitir uma inarredável esperança de que o ser humano ainda pode ter jeito. Depois de passar 27 anos de reclusão e eleito presidente da Africa do Sul em 1994, se propos e realizou o grande desafio de transformar uma sociedade estruturada na suprema injustiça do apartheid que desumanizava as grandes maiorias negras do pais condenando-as a não-pessoas, numa sociedade única, unida, sem discriminações, democrática e livre.

E o conseguiu ao escolher o caminho da virtude, do perdão e da reconciliação. Perdoar não é esquecer. As chagas estão ai, muitas delas ainda abertas. Perdoar é não permitir que a amargura e o espírito de vingança tenham a última palavra e determinem o rumo da vida. Perdoar é libertar as pessoas das amarras do passado, é virar a página e começar  a escrever outra a quatro mãos, de negros e de brancos. A reconciliação só é possível e real quando há a admissão completa dos crimes  por parte de seus autores e o pleno conhecimento dos atos por parte das vítimas. A pena dos criminosos é a condenação moral diante de toda a sociedade.

Uma solução dessas, seguramente originalíssima, pressupõe um conceio alheio à nossa cultura individualista: o ubuntu que quer dizer: “eu só posso ser eu através de você e com você”. Portanto, sem um laço permanente que liga todos com todos, a sociedade estará, como na nossa, sob risco de dilaceração e de conflitos sem fim.

Deverá figurar nos manuais escolares de todo mundo esta afirmação humaníssima de Mandela:”Eu lutei contra a dominação dos brancos e lutei contra a dominação dos negros. Eu cultivei a esperança do ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas e em harmonia e têm oportunidadades iguais. É um ideal pelo qual eu espero viver e alcançar. Mas, se preciso for, é um ideal pelo qual estou disposto a morrer”.

Por que a vida e a saga de Mandela funda uma esperança no futuro da humanidade e de nossa civilização? Porque chegamos ao núcleo central de uma conjunção de crises que pode ameaçar o nosso futuro como espécie humana. Estamos em plena sexta grande extinção em massa. Cosmólogos (Brian Swimm) e biólogos (Edward Wilson) nos advertem que, a correrem as coisas como estão, chegaremos por volta do ano 2030 à culminância desse processo  devastador. Isso quer dizer que a crença persistente no mundo inteiro, também no Brasil, de que o crescimento econômico material nos deveria trazer desenvolvimento social, cultural e espiritual é uma ilusão. Estamos vivendo tempos de barbárie e  sem esperança.

Cito o o insuspeito Samuel P. Huntington, antigo assessor do Pentágono e um analista perspicaz do processo de globalização no término de seu O choque de civilizações: “A lei e a ordem são o primeiro pré-requisito da civilização; em grande parte no mundo elas parecem estar evaporando; numa base mundial, a civilização parece, em muitos aspectos, estar cedendo diante da barbárie, gerando a imagem de um fenômeno sem precedentes, uma Idade das Trevas mundial, que se abate sobre a Humanidade”(1997:409-410).

Acrescento a opinião do conhecido filósofo e cientista político Norberto Bobbio que como Mandela acreditava nos direitos humanos e na democracia como valores para equacionar o problema da violência entre  os Estados e para uma convivência pacífica. Em sua última entrevista declarou:”não saberia dizer como será o Terceiro Milênio. Minhas certezas caem e somente um enorme ponto de interrogação agita a minha cabeça: será o milênio da guerra de extermínio ou o da concórdia entre os seres humanos? Não tenho condições de responder a esta indagação”.

Face a estes cenários sombrios Mandela responderia seguramente, fundado em sua experiência política: sim, é possível que o ser humano se reconcilie consigo mesmo, que sobreponha sua dimesão de sapiens  à aquela de demens e inaugure uma nova forma de estar  juntos na mesma Casa.

Talvez valham as palavras de seu grande amigo, o arcebispo Desmond Tutu que coordenou o processo de Verdade e Reconciliação:“Tendo encarado a besta do passado olho no olho, tendo pedido e recebido perdão e tendo feito  correções, viremos agora a página — não para esquecer esse passado, mas para não deixar que nos aprisione para sempre. Avancemos em direção a um futuro glorioso de uma nova sociedade em que as pessoas valham não em razão de irrelevâncias biológicas ou de outros estranhos atributos, mas porque são pessoas de valor infinito, criadas à imagem de Deus”.

Essa lição de esperança nos deixa Mandela: nós ainda viveremos se sem discriminações pusermos em prática de fato o Ubuntu.


Leonardo Boff escreveu Cuidar da Terra, proteger a vida: como evitar o fim do mundo, Record, Rio 2010.

IV CNIJMA = Oficina TRilha da Vida! ;D

19 de novembro de 2013 – CNTI – Luziânia-GO
Grande Mestre José Matarezi e Juliane Botelho 

















Formação da Oficina Trilha da Vida – José Matarezi e Equipe mais que de mais

Juliane CJ Mato Grosso ^^]
Sentir, o tato com os objetos, as mãos tocando e o rosto sentindo. Hoje nosso dia nesta oficina começou pela manhã com diálogos e com-tatos entre nós Facilitadoras e o pessoal da trilha, aprender e decidir em grupo um sistema para organizar o que iriamos fazer durante este dia. Pudemos ouvir e sentir um pouco de como a Trilha é planejada na mente deles, e uma coisa chamou atenção é de que já vivenciamos a trilha sem percebermos e ela nunca é igual.
O sentir nosso depois do almoço e de um breve descanso, foi realmente Incrível, iniciamos pelo circulo, fazendo Com-Tato nos conhecendo melhor, fizemos a dinâmica do foco, que mexe muito com os sentidos de olhar, raciocinar e agir rápido. Aprendi que para nos conhecermos realmente uma pessoa, o legal é sairmos do comum e fazer diferente, e que a atenção com nossos focos no dia a dia é fundamental para construirmos histórias e praticas boas de Ser e Fazer o bem em conjunto contando sempre com o próximo, procurando passar de forma agradável o que queremos para logo mais 'no futuro'.
Lembrei do filme “O Menino de Pijama Listrado” esse contato com os objetos fez-me ser uma exploradora, assim como o Menino Bruno curiosa e com vontade de experimentar isso, e comparando com esta história em especifico pude notar que se deixarmos o mundo e as guerras diárias nos dominar logo acabaremos numa câmara de gás de frente com a morte.
Ao longo da caminhada, os sentidos e percepções foram retornando ao seu estado original, pois quando era criança fazia tudo isso de brincar, tocar, cheirar e xeretar, e não tinha medo, agora depois que cresci um pouquinho parece que coloquei essas coisas em um baú e havia esquecido dentro do porão no meu interior. A experiência trás muitas lembranças boas, que senti muita saudade, trazendo minha família e junto o fato de que o tempo passa e que a família, aquela que forma nós enquanto seres humanos, também passará.
A Matraca de colocar no animal para não se perder fez eu voltar naquela infância de sítio, onde fui criada e perceber o quanto estou e estamos poluídos com a cidade, o ambiente urbano, a coisa de desenvolver o lado intelectual só com livros e mais livros cheios de teorias, e vi que hoje quando vou ao sítio eu não tenho mais essa sensibilidade de quando criança de querer sentir a natureza ali perto.
Outra coisa muito boa dessa experiência é o som produzido pelos vários instrumentos indígenas, e que lembram os elementos que precisamos para viver, a água do pote de barro estava fresquinha e gostosa.
Outro aprendizado, foi que tenho que ensinar minha irmã que é mais nova a sentir mais as coisas da natureza, ela ainda mora no sitio com meus pais e tem sido contaminada pela mídia de querer ter e ter e ter as coisas que passam na TV e poxa eu fui ter meu primeiro celular com 16 anos e ela com 13 já tem um.
Os brinquedos foram especiais, pois são alguns dos quais me divertia quando era criança. O momento de descobrir a cachoeira foi mágico, estou muito Feliz de vivenciar a Trilha.

Juliane Botelho Ricaldes CJMT – Coletivo Jovem de Meio Ambiente de Mato Grosso.


Maria CJ Distrito Federal :D
Rafhaela CJ Maranhão ;D






Dia 19 de novembro de 2013 – Rafaela CJ Maranhão

Neste dia tive a imensa oportunidade de apreciar coisas que hoje não paramos para olhar, ou não percebemos o quanto é grande sua importância, me sentir livre como os pássaros que por aqui cantam. A liberdade soava em mim como uma voz que estava sendo sufocada e que precisava ser colocada para fora. Perceber a importância que as coisas naturais tem e que devemos passar pela vida não apenas como uma simples “passagem”, mas vivendo de verdade; apreciando a natureza, cuidando de você, do seu próximo e do ambiente.
Pude notar o quanto estamos voltados para as coisas materiais, ao comodismo; as coisas fáceis e não percebemos a verdadeira matéria-prima que é sua origem, ou seja, o quanto a natureza é bela; somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudarmos o que somos.

Rafaela CJ Maranhão – Luziânia 19-11-13

Momento de criar estratégias de Ações com os delegados que estavam participando da Oficina o/ grupo 1

Fizemos o caminho de “Encontros e Descobertas”: Juliane (Mato Grosso), Rafaela (Maranhão), Ana Gleice (Tocantins), Maria Mariah (Distrito Federal) e Carol Bona (Santa Catarina); sob os cuidados de Emerson e Ana Zilli da Equipe Trilha da Vida. Não podia se comunicar em forma de palavras com nossas colegas de oficina e a nossa tarefa era a de explorar o lugar, em meio as árvores gigantes e na grama, muito gostoso.
Logo após, nossos guias pediram para que escrevêssemos um texto sobre como estávamos nos sentindo em relação àquela experiência.
… hora do lanche, voltamos ao espaço de integração e socialização com os nossos amigos Cjs
… 30 minutos depois, voltamos para um outro lugar, uma sobra frondosa de várias árvores e lá, o Emerson pediu para que sintetizássemos em uma palavra todo aquele texto que havíamos escrevido sobre a experiência.
Juliane: Infância
Rafaela: Liberdade
Ana Gleice: Sensibilidade
Maria: Essência
Carol: Conexão
Foram nossas palavras, em seguida Matarezi falou um pouco sobre esse passo dentro da metodologia que é a Trilha da Vida, e comentou alguns casos de outras trilhas que ele já fez; a próxima passada é a Construção da Rede Semântica, onde temos que ligar essas palavras com um barbante, seguindo uma lógica ou não de ligação entre elas e nossa experiência com a trilha.
Não queríamos desfazer a rede, pois formamos ela com tanto carinho, que tentamos nos mover e ver qual a forma sairia se de algum jeito essa rede acabasse e acabamos formando um símbolo que é o infinito, e para nós aquilo seria para sempre como o infinito, sem um fim.
Momento de criar estratégias de Ações com os delegados que estavam participando da Oficina o/ grupo 2
A última tarefinha do nosso dia, foi colocar na cartolina um desenho, ou símbolo, ou palavras que representasse o que tínhamos feito naquele dia. E foi muito legal, a construção foi coletiva e desenhamos o infinito com nossas palavras na ordem em que foram ligadas, com desenhos de pegadas. 

Um pouco do que foi a IV CNIJMA = Facilitadores...

Cjs de todo o País foram chamados para trabalhar e sustentar a IV Conferência Nacional Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente, a representante de MT foi Juliane Botelho Ricaldes, CJ desde 2012. Ela pode estar presente em vários momentos da Conferencia dentro do Estado e pode ajudar  a construir COM-VIDAs.


Durante os dias de 17 à 23 de novembro, aconteceu o Encontro para formação de facilitadores, onde aprendemos e compartilhamos experiencias da pedagogia da cooperação, aprender com diversão e discutir assuntos pertinentes a Juventude e Meio Ambiente, onde também criamos laços de amizades que irão durar pra vida toda de cada cj que estava lá.
Aqui vai algumas fotos dessa galera bunita que veio de seus estados ajudar a contribuir com a Transformação que queremos!! :)