terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Cada pessoa... É uma Escola, uma Estrada, uma História!




Juntos por um mundo melhor e mais sustentável! Vídeo produzido pelo grupo do projeto Somos Som.. Muito lindo e Emocionante!!
... CJs estão todos de parabéns! Fizemos um trabalho e tanto durante a IV CNIJMA, nossos filhos aqui de MT, voltaram com todo o gás, surgiu até PMC numa escola essa semana! Existe um fio ligando todos nós agora, e não há energia mais linda e positiva emanando por ai do que a NOSSA! :)
Abraços Coletivos!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O significado de Mandela para o futuro ameaçado da humanidade por Leonardo Boff

LEONARDO BOFF / 07/12/2013

Nelson Mandela, com sua morte, mergulhou no inconsciente coletivo da humanidade para nunca mais sair de lá porque se transformou num arquétipo universal, do injustiçado que não guardou rancor, que soube perdoar, reconciliar pólos antagônicos e nos transmitir uma inarredável esperança de que o ser humano ainda pode ter jeito. Depois de passar 27 anos de reclusão e eleito presidente da Africa do Sul em 1994, se propos e realizou o grande desafio de transformar uma sociedade estruturada na suprema injustiça do apartheid que desumanizava as grandes maiorias negras do pais condenando-as a não-pessoas, numa sociedade única, unida, sem discriminações, democrática e livre.

E o conseguiu ao escolher o caminho da virtude, do perdão e da reconciliação. Perdoar não é esquecer. As chagas estão ai, muitas delas ainda abertas. Perdoar é não permitir que a amargura e o espírito de vingança tenham a última palavra e determinem o rumo da vida. Perdoar é libertar as pessoas das amarras do passado, é virar a página e começar  a escrever outra a quatro mãos, de negros e de brancos. A reconciliação só é possível e real quando há a admissão completa dos crimes  por parte de seus autores e o pleno conhecimento dos atos por parte das vítimas. A pena dos criminosos é a condenação moral diante de toda a sociedade.

Uma solução dessas, seguramente originalíssima, pressupõe um conceio alheio à nossa cultura individualista: o ubuntu que quer dizer: “eu só posso ser eu através de você e com você”. Portanto, sem um laço permanente que liga todos com todos, a sociedade estará, como na nossa, sob risco de dilaceração e de conflitos sem fim.

Deverá figurar nos manuais escolares de todo mundo esta afirmação humaníssima de Mandela:”Eu lutei contra a dominação dos brancos e lutei contra a dominação dos negros. Eu cultivei a esperança do ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas e em harmonia e têm oportunidadades iguais. É um ideal pelo qual eu espero viver e alcançar. Mas, se preciso for, é um ideal pelo qual estou disposto a morrer”.

Por que a vida e a saga de Mandela funda uma esperança no futuro da humanidade e de nossa civilização? Porque chegamos ao núcleo central de uma conjunção de crises que pode ameaçar o nosso futuro como espécie humana. Estamos em plena sexta grande extinção em massa. Cosmólogos (Brian Swimm) e biólogos (Edward Wilson) nos advertem que, a correrem as coisas como estão, chegaremos por volta do ano 2030 à culminância desse processo  devastador. Isso quer dizer que a crença persistente no mundo inteiro, também no Brasil, de que o crescimento econômico material nos deveria trazer desenvolvimento social, cultural e espiritual é uma ilusão. Estamos vivendo tempos de barbárie e  sem esperança.

Cito o o insuspeito Samuel P. Huntington, antigo assessor do Pentágono e um analista perspicaz do processo de globalização no término de seu O choque de civilizações: “A lei e a ordem são o primeiro pré-requisito da civilização; em grande parte no mundo elas parecem estar evaporando; numa base mundial, a civilização parece, em muitos aspectos, estar cedendo diante da barbárie, gerando a imagem de um fenômeno sem precedentes, uma Idade das Trevas mundial, que se abate sobre a Humanidade”(1997:409-410).

Acrescento a opinião do conhecido filósofo e cientista político Norberto Bobbio que como Mandela acreditava nos direitos humanos e na democracia como valores para equacionar o problema da violência entre  os Estados e para uma convivência pacífica. Em sua última entrevista declarou:”não saberia dizer como será o Terceiro Milênio. Minhas certezas caem e somente um enorme ponto de interrogação agita a minha cabeça: será o milênio da guerra de extermínio ou o da concórdia entre os seres humanos? Não tenho condições de responder a esta indagação”.

Face a estes cenários sombrios Mandela responderia seguramente, fundado em sua experiência política: sim, é possível que o ser humano se reconcilie consigo mesmo, que sobreponha sua dimesão de sapiens  à aquela de demens e inaugure uma nova forma de estar  juntos na mesma Casa.

Talvez valham as palavras de seu grande amigo, o arcebispo Desmond Tutu que coordenou o processo de Verdade e Reconciliação:“Tendo encarado a besta do passado olho no olho, tendo pedido e recebido perdão e tendo feito  correções, viremos agora a página — não para esquecer esse passado, mas para não deixar que nos aprisione para sempre. Avancemos em direção a um futuro glorioso de uma nova sociedade em que as pessoas valham não em razão de irrelevâncias biológicas ou de outros estranhos atributos, mas porque são pessoas de valor infinito, criadas à imagem de Deus”.

Essa lição de esperança nos deixa Mandela: nós ainda viveremos se sem discriminações pusermos em prática de fato o Ubuntu.


Leonardo Boff escreveu Cuidar da Terra, proteger a vida: como evitar o fim do mundo, Record, Rio 2010.

IV CNIJMA = Oficina TRilha da Vida! ;D

19 de novembro de 2013 – CNTI – Luziânia-GO
Grande Mestre José Matarezi e Juliane Botelho 

















Formação da Oficina Trilha da Vida – José Matarezi e Equipe mais que de mais

Juliane CJ Mato Grosso ^^]
Sentir, o tato com os objetos, as mãos tocando e o rosto sentindo. Hoje nosso dia nesta oficina começou pela manhã com diálogos e com-tatos entre nós Facilitadoras e o pessoal da trilha, aprender e decidir em grupo um sistema para organizar o que iriamos fazer durante este dia. Pudemos ouvir e sentir um pouco de como a Trilha é planejada na mente deles, e uma coisa chamou atenção é de que já vivenciamos a trilha sem percebermos e ela nunca é igual.
O sentir nosso depois do almoço e de um breve descanso, foi realmente Incrível, iniciamos pelo circulo, fazendo Com-Tato nos conhecendo melhor, fizemos a dinâmica do foco, que mexe muito com os sentidos de olhar, raciocinar e agir rápido. Aprendi que para nos conhecermos realmente uma pessoa, o legal é sairmos do comum e fazer diferente, e que a atenção com nossos focos no dia a dia é fundamental para construirmos histórias e praticas boas de Ser e Fazer o bem em conjunto contando sempre com o próximo, procurando passar de forma agradável o que queremos para logo mais 'no futuro'.
Lembrei do filme “O Menino de Pijama Listrado” esse contato com os objetos fez-me ser uma exploradora, assim como o Menino Bruno curiosa e com vontade de experimentar isso, e comparando com esta história em especifico pude notar que se deixarmos o mundo e as guerras diárias nos dominar logo acabaremos numa câmara de gás de frente com a morte.
Ao longo da caminhada, os sentidos e percepções foram retornando ao seu estado original, pois quando era criança fazia tudo isso de brincar, tocar, cheirar e xeretar, e não tinha medo, agora depois que cresci um pouquinho parece que coloquei essas coisas em um baú e havia esquecido dentro do porão no meu interior. A experiência trás muitas lembranças boas, que senti muita saudade, trazendo minha família e junto o fato de que o tempo passa e que a família, aquela que forma nós enquanto seres humanos, também passará.
A Matraca de colocar no animal para não se perder fez eu voltar naquela infância de sítio, onde fui criada e perceber o quanto estou e estamos poluídos com a cidade, o ambiente urbano, a coisa de desenvolver o lado intelectual só com livros e mais livros cheios de teorias, e vi que hoje quando vou ao sítio eu não tenho mais essa sensibilidade de quando criança de querer sentir a natureza ali perto.
Outra coisa muito boa dessa experiência é o som produzido pelos vários instrumentos indígenas, e que lembram os elementos que precisamos para viver, a água do pote de barro estava fresquinha e gostosa.
Outro aprendizado, foi que tenho que ensinar minha irmã que é mais nova a sentir mais as coisas da natureza, ela ainda mora no sitio com meus pais e tem sido contaminada pela mídia de querer ter e ter e ter as coisas que passam na TV e poxa eu fui ter meu primeiro celular com 16 anos e ela com 13 já tem um.
Os brinquedos foram especiais, pois são alguns dos quais me divertia quando era criança. O momento de descobrir a cachoeira foi mágico, estou muito Feliz de vivenciar a Trilha.

Juliane Botelho Ricaldes CJMT – Coletivo Jovem de Meio Ambiente de Mato Grosso.


Maria CJ Distrito Federal :D
Rafhaela CJ Maranhão ;D






Dia 19 de novembro de 2013 – Rafaela CJ Maranhão

Neste dia tive a imensa oportunidade de apreciar coisas que hoje não paramos para olhar, ou não percebemos o quanto é grande sua importância, me sentir livre como os pássaros que por aqui cantam. A liberdade soava em mim como uma voz que estava sendo sufocada e que precisava ser colocada para fora. Perceber a importância que as coisas naturais tem e que devemos passar pela vida não apenas como uma simples “passagem”, mas vivendo de verdade; apreciando a natureza, cuidando de você, do seu próximo e do ambiente.
Pude notar o quanto estamos voltados para as coisas materiais, ao comodismo; as coisas fáceis e não percebemos a verdadeira matéria-prima que é sua origem, ou seja, o quanto a natureza é bela; somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudarmos o que somos.

Rafaela CJ Maranhão – Luziânia 19-11-13

Momento de criar estratégias de Ações com os delegados que estavam participando da Oficina o/ grupo 1

Fizemos o caminho de “Encontros e Descobertas”: Juliane (Mato Grosso), Rafaela (Maranhão), Ana Gleice (Tocantins), Maria Mariah (Distrito Federal) e Carol Bona (Santa Catarina); sob os cuidados de Emerson e Ana Zilli da Equipe Trilha da Vida. Não podia se comunicar em forma de palavras com nossas colegas de oficina e a nossa tarefa era a de explorar o lugar, em meio as árvores gigantes e na grama, muito gostoso.
Logo após, nossos guias pediram para que escrevêssemos um texto sobre como estávamos nos sentindo em relação àquela experiência.
… hora do lanche, voltamos ao espaço de integração e socialização com os nossos amigos Cjs
… 30 minutos depois, voltamos para um outro lugar, uma sobra frondosa de várias árvores e lá, o Emerson pediu para que sintetizássemos em uma palavra todo aquele texto que havíamos escrevido sobre a experiência.
Juliane: Infância
Rafaela: Liberdade
Ana Gleice: Sensibilidade
Maria: Essência
Carol: Conexão
Foram nossas palavras, em seguida Matarezi falou um pouco sobre esse passo dentro da metodologia que é a Trilha da Vida, e comentou alguns casos de outras trilhas que ele já fez; a próxima passada é a Construção da Rede Semântica, onde temos que ligar essas palavras com um barbante, seguindo uma lógica ou não de ligação entre elas e nossa experiência com a trilha.
Não queríamos desfazer a rede, pois formamos ela com tanto carinho, que tentamos nos mover e ver qual a forma sairia se de algum jeito essa rede acabasse e acabamos formando um símbolo que é o infinito, e para nós aquilo seria para sempre como o infinito, sem um fim.
Momento de criar estratégias de Ações com os delegados que estavam participando da Oficina o/ grupo 2
A última tarefinha do nosso dia, foi colocar na cartolina um desenho, ou símbolo, ou palavras que representasse o que tínhamos feito naquele dia. E foi muito legal, a construção foi coletiva e desenhamos o infinito com nossas palavras na ordem em que foram ligadas, com desenhos de pegadas. 

Um pouco do que foi a IV CNIJMA = Facilitadores...

Cjs de todo o País foram chamados para trabalhar e sustentar a IV Conferência Nacional Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente, a representante de MT foi Juliane Botelho Ricaldes, CJ desde 2012. Ela pode estar presente em vários momentos da Conferencia dentro do Estado e pode ajudar  a construir COM-VIDAs.


Durante os dias de 17 à 23 de novembro, aconteceu o Encontro para formação de facilitadores, onde aprendemos e compartilhamos experiencias da pedagogia da cooperação, aprender com diversão e discutir assuntos pertinentes a Juventude e Meio Ambiente, onde também criamos laços de amizades que irão durar pra vida toda de cada cj que estava lá.
Aqui vai algumas fotos dessa galera bunita que veio de seus estados ajudar a contribuir com a Transformação que queremos!! :)





terça-feira, 12 de novembro de 2013

Viva o Pantanal Mato Grossense o/

 Nosso pantanal lindo localizado no centro da América do Sul, com riqueza de fauna e flora!
 Rio Pixaim, ao lado do hotel Mato Grosso pantanal, onde aconteceu a etapa estadual da Conferencia Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente.
 Cuidar com carinho do nosso meio ambiente é papel de todos nós, entendemos a responsabilidade de cada como fundamental nesse processo de transição para um modelo econômico e social mais sustentável. Começar pelas bases da educação brasileira com essa temática de Cuidar do Brasil com escolas sustentáveis, pensando nas mudanças ambientais globais, faz com que o jovem e a criança aprenda a desde o ambiente escolar a cuidar da 'Sua Qualidade de Vida'.


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Jovens ambientalistas precisam de você!


 Nos dias 5 a 10 de dezembro, ocorrerá o Encontro Nacional dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente (ENCJ). Essa é a hora de contribuir para que os CJs de todo o Brasil se encontrem e continuem a promover mudanças rumo às sociedades sustentáveis!

Conheça e participe! Abaixo, descrevemos para você entender tudo!...

O que são CJs?
Os Coletivos Jovens de Meio Ambiente (CJs) são grupos de jovens educadores ambientais que militam nas áreas de Juventude e Meio Ambiente em todas as Unidades Federativas do país, baseando sua atuação local na construção de sociedades mais justas, sustentáveis e inclusivas. Trabalham voluntariamente e colaborativamente para realizarem o sonho coletivo de incidir na sociedade através da educação ambiental popular e da elaboração de políticas públicas de respeito e valorização das juventudes e do ambiente.

#CJ10anos
Os CJs foram criados em 2003 e desde lá realizaram muitos projetos e transformações na vida de jovens e suas comunidades. A exemplo disso, encontramos hoje diversos grupos que compõem Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental, Conselhos de Juventude e de Meio Ambiente, Fóruns temáticos ou na parceria com escolas e instituições de ensino promovendo Educação Ambiental de jovem para jovem, de jovem para adulto, e de jovem para crianças, considerando sempre a necessidade de reconhecimento e incentivo do protagonismo juvenil.

ENCONTRO NACIONAL DOS COLETIVOS JOVENS DE MEIO AMBIENTE
Para comemorar esses 10 anos de existência do grupo e para pensar nas perspectivas para o futuro, o CJ realizará no período de 5 a 10 de dezembro o seu primeiro encontro nacional o: Encontro Nacional dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente (ENCJ), na cidade de Pirenópolis/GO. O evento contará com momentos de partilhas de experiências entre os CJs estaduais, formações e planejamentos de ações futuras.
Nos ajudem a realizar esse sonho!
Links importantes: www.encj10anos.blogspot.com; //sdrv.ms/14QtKmA;
QUEM JÁ CONTRIBUIU NA VAKINHA

Link da VAKINHA: http://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=215998

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Eu quero que coloquem meu nome na sua Agenda!!...

Para informes gerais nossa agenda de CJ ta na correria, rsrsrsrsrs

Dias 23, 24 e 25 de setembro força tarefa com a COE da IV Conferencia Nacional Infanto Juvenil pelo meio Ambiente, para escolha dos 90 projetos para a etapa estadual da conferencia..

A primeira semana de outubro correria para que nos dias 7 e 8 nossa etapa estadual seja um Sucesso!!... :D :D

Dia 2 de outubro participação da conferencia municipal em Tangará da Serra.. Vai ser top!

Ah, e preparar o corpo, a mente e a alma para Brasília..

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Agenda 21, o que é isso??

Agenda 21 foi um dos principais resultados da conferência Eco-92, ocorrida no Rio de JaneiroBrasil, em 1992. É um documento que estabeleceu a importância de cada país se comprometer a refletir, global e localmente, sobre a forma pela qual governosempresasorganizações não-governamentais e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas sócio-ambientais. Cada país desenvolve a sua Agenda 21 e no Brasil as discussões são coordenadas pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 Nacional (CPDS). A Agenda 21 se constitui num poderoso instrumento de reconversão da sociedade industrial rumo a um novo paradigma, que exige a reinterpretação do conceito de progresso, contemplando maior harmonia e equilíbrio holístico entre o todo e as partes, promovendo a qualidade, não apenas a quantidade do crescimento.
Com a Agenda 21 criou-se um instrumento aprovado pela OMF, internacionalmente, que tornou possível repensar o planejamento. Abriu-se o caminho capaz de ajudar a construir politicamente as bases de um plano de ação e de um planejamento participativo em nível global, nacional e local, de forma gradual e negociada, tendo como meta um novo paradigma econômico e civilizatório.
As ações prioritárias da Agenda 21 brasileira são os programas de inclusão social (com o acesso de toda a população à educaçãosaúde e distribuição de renda), a sustentabilidade urbana e rural, a preservação dos recursos naturais e minerais e a ética política para o planejamento rumo ao desenvolvimento sustentável. Mas o mais importante ponto dessas ações prioritárias, segundo este estudo, é o planejamento de sistemas de produção e consumo sustentáveis contra a cultura do desperdício. A Agenda 21 é um plano de ação para ser adotado global, nacional e localmente, por organizações do sistema das Nações Unidas, governos e pela sociedade civil, em todas as áreas em que a ação humana impacta o meio ambiente.
A adoção formal por parte da ONU do conceito de desenvolvimento sustentável parte da criação em 1972 da Comissão Mundial sobre Ambiente e Desenvolvimento (WCED) que em 1987 publicou um relatório intitulado "Nosso futuro comum", também conhecido como o relatório Brundtland. Esse relatório indicou a pobreza nos países do sul e o consumismo extremo dos países do norte como as causas fundamentais da insustentabilidade do desenvolvimento e das crises ambientais. A comissão recomendou a convocação de uma conferência sobre esses temas.
O desenvolvimento da Agenda 21 começou em 23 de dezembro de 1989 com a aprovação em assembléia extraordinária das Nações Unidas uma conferência sobre o meio ambiente e o desenvolvimento como fora recomendado pelo relatório Brundtland e com a elaboração de esboços do programa, que, como todos os acordos dos estados-membros da ONU, sofreram um complexo processo de revisão, consulta e negociação, culminando com a segunda Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, mais conhecida como Rio-92 ou Eco-92, entre 3 e 14 de junhode 1992 no Rio de Janeiro, onde representantes de 179 governos aceitaram adotar o programa.
A Agenda 21 teve um estreito acompanhamento a partir do qual foram feitos ajustes e revisões. Primeiro, com a conferência Rio+5, entre os dias 23 e 27 de junho de 1997 na sede da ONU, em Nova Iorque; posteriormente com a adoção de uma agenda complementária denominada metas do desenvolvimento do milênio (Millenium development goals), com ênfase particular nas políticas de globalização e na erradicação da pobreza e da fome, adotadas por 199 países na 55ª Assembléia da ONU, que ocorreu em Nova Iorque entre os dias 6 e 8 de setembro de 2000; e a mais recente, a Cúpula de Johannesburgo, na cidade sul-africana entre 26 de agosto a 4 de setembro de 2002.
Os temas fundamentais da Agenda 21 estão tratados em 40 capítulos organizados em um preâmbulo e quatro seções:
  1. Preámbulo
    Seção I. Dimensões sociais e econômicas
  2. Cooperação internacional para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento de das políticas internas conexas
  3. Luta contra a pobreza
  4. Evolução das modalidades de consumo
  5. Dinâmica demográfica e sustentabilidade
  6. Proteção e fomento da saúde humana
  7. Fomento do desenvolvimento sustentável dos recursos humanos
  8. Integração do meio ambiente e o desenvolvimento na tomada de decisões
    Seção II . Conservação e gestão dos recursos para o desenvolvimento
  9. Proteção da atmosfera
  10. Enfoque integrado do planejamento e da ordenação dos recursos das terras
  11. Luta contra o desmatamento
  12. Ordenação dos ecossistemas frágeis: luta contra a desertificação e a seca
  13. Ordenação dos ecossistemas frágeis: desenvolvimento sustentável das zonas montanhosas
  14. Fomento da agricultura e do desenvolvimento rural sustentável
  15. Conservação da diversidade biológica
  16. Gestão ecologicamente racional da biotecnologia
  17. Proteção dos oceanos e dos mares de todo tipo, incluídos os mares fechados e semi-fechados e as zonas costeiras, e o uso racional e o desenvolvimento de seus recursos vivos
  18. Proteção da qualidade dos recursos de água doce: aplicação de critérios integrados para o aproveitamento, ordenação e uso dos recursos de água doce
  19. Gestão ecologicamente racional dos produtos químicos tóxicos, incluída a prevenção do tráfico internacional ilícito de produtos tóxicos e perigosos
  20. Gestão ecologicamente racional dos rejeitos perigosos, incluída a prevenção do tráfico internacional ilícito de rejeitos perigosos
  21. Gestão ecologicamente racional dos rejeitos sólidos e questões relacionadas com as matérias fecais
  22. Gestão inócua e ecologicamente racional dos rejeitos radioativos
    Seção III. Fortalecimento do papel dos grupos principais
  23. Preâmbulo
  24. Medidas mundiais em favor da mulher para atingir um desenvolvimento sustentável e equitativo
  25. A infância e a juventude no desenvolvimento sustentável
  26. Reconhecimento e fortalecimento do papel das populações indígenas e suas comunidades
  27. Fortalecimento do papel das organizações não-governamentais associadas na busca de um desenvolvimento sustentável
  28. Iniciativas das autoridades locais em apoio ao Programa 21
  29. Fortalecimento do papel dos trabalhadores e seus sindicatos
  30. Fortalecimento do papel do comércio e da indústria
  31. A comunidade científica e tecnológica
  32. Fortalecimento do papel dos agricultores
    Seção IV. Meios de execução
  33. Recursos e mecanismos de financiamento
  34. Transferência de tecnologia ecologicamente racional, cooperação e aumento da capacidade
  35. A ciência para o desenvolvimento sustentável
  36. Fomento da educação, a capacitação e a conscientização
  37. Mecanismos nacionais e cooperação internacional para aumentar a capacidade nacional nos países em desenvolvimento
  38. Acordos institucionais internacionais
  39. Instrumentos e mecanismos jurídicos internacionais
  40. Informação para a adoção de decisões

Do baú... :)


Coletivo Jovem de Meio Ambiente de Mato Grosso – CJMT 
• O que é Coletivo Jovem – CJ ?
Coletivos Jovens são grupos informais de jovens voluntários que se interessam e agem pela causa socioambiental, existentes em todos estados brasileiros e no Distrito Federal.
Eles têm sua origem em 2003 como Conselhos Jovens, quando foram criados para ajudar a organizar a I Conferência Nacional Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente (I CNIJMA). Esses conselhos asseguravam a participação desses jovens na Conferência – mas esta passou, e os conselhos não e por isso estes se transformaram em Coletivos pois deixavam de ser um grupo criado apenas para aconselhar e ajudar a Conferência, passando a assumir a postura que temos atualmente de jovens militantes pela causa socioambiental.
• Quais são seus princípios?
Os CJs atuam ancorados em 3 princípios:
- Jovem Educa Jovem, onde se assume o protagonismo juvenil frente aos desafios de compreender o mundo;
- Jovem Escolhe Jovem, pois acreditamos que somo agentes dos nossos próprios atos! e
- Uma Geração Aprende com a Outra: o mundo é social e historicamente construído, pois dialogamos com ele para não termos que reinventar a roda!

• Mas afinal, o que os CJs fazem?
De modo geral, os Coletivos continuaram a ajudar com a organização das Conferências Infanto Juvenis, sendo que a II ocorreu em 2006 e este ano começa todo o processo de articulação para a III que acontecerá no início de 2009. Entretanto, sua principal ação é fruto de uma deliberação da I CNIJMA, onde os jovens pediram que houvesse nas escolas espaços onde pudessem pensar e agir pelo seu ambiente. Desse pedido surgiu a idéia da COM-VIDA ou Agenda 21 escolar. Divulgar e implementar COM-VIDAs nas escolas e também divulgar e formar CJs em outras cidades têm sido as principais linhas de ação dos Coletivos Jovens do Brasil e com o CJMT não é diferente, e por falar em CJMT...
Atuamos
Atuamos na Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (EA) do estado – CIEA e na Rede Mato-grossense de EA – REMTEA, na (re) formulação de políticas públicas referentes à EA no estado e na sensibilização da população a cerca das questões socioambientais. E muito mais...

Coletivo Jovem pelo Meio Ambiente de Mato Grosso

terça-feira, 17 de setembro de 2013

NATUREZA ESPELHO DE DEUS

Reflexão sobre o capitalismo!




''Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor

Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores''

Ano de Conferencia!

Esse ano Acontece a IV Conferencia Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, jovens e estudantes do Brasil inteiro mobilizados por um futuro melhor e mais sustentável! Vamos Cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis é o tema dessa Conferencia..
Os coletivos surgiram na primeira conferencia em 2003, e esse ano estamos de mãos dadas com a Seduc-MT, e na COE (Comissão de Organização do Evento), participando ativamente de todo esse processo...
...

Legal é agir seguindo aquilo que se fala e É! Jovem educa Jovem! Jovem aprende com Jovem! Uma geração aprende com a Outra!!!

 Abraços coletivos!

1ª Mostra Internacional de Humor sobre Educação Ambiental

Ideia que surgiu em Rio Grande por W.Passos, e que nos mostra o que passa na imaginação de pessoas espalhadas neste mundão afora... Grata ao grupo de Educação Ambiental da FURG - RS!! ^^]



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

1ª Mostra Internacional de Humor sobre Educação Ambiental











E assim se inicia mais uma semana de muiito trabalho!

Processo organizacional para a IV CNIJMA, um de nossos objetivos para esse ano belo de 2013...

http://conferenciainfanto.mec.gov.br/

"Prezad@s
Concluímos a primeira etapa IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente com muito sucesso. Superamos todos os indicadores das edições anteriores: 16.945 Escolas participaram dessa etapa. Informamos que a partir de hoje o sistema encontra-se fechado para o registro das Escolas.
A equipe da Coordenação Geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação e da Diretoria de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente parabeniza e agradece a tod@s que participaram deste processo. Continuem acompanhando os desdobramentos e as demais etapas pelo nosso site e pelas redes sociais.
Set 2013
Coordenação Geral de Educação Ambiental MEC"


manifesto internacional

MANIFESTO INTERNACIONAL CONTRA O CANCELAMENTO DO 
1º ENCONTRO DO PROGRAMA NACIONAL DE ESCOLAS SUSTENTÁVEIS

Testemunhamos a ausência de prioridade nas políticas ambientais de todo o mundo, e também 
o enfraquecimento da educação ambiental, em contramão aos agravos socioambientais no cenário mundial.

No Brasil, a Rio (menos) 20 revelou que 50 mil pessoas da sociedade civil se recusaram a assinar 
o documento da ONU que escamoteava a dimensão ecológica e social e vergonhosamente explicitava 
a face mercadológica da “economia verde”.

Infelizmente, a política brasileira também tem privilegiado a noção desenvolvimentista em 
detrimento da cultura dos povos indígenas e de outros grupos sociais vulneráveis; da proteção
da biodiversidade; do código florestal; ou da valorização das redes, escolas, organismos e 
sujeitos atuantes no campo ambiental.

Um destes efeitos de descaso refletiu no cancelamento do 1º Encontro do Programa Nacional de 
Escolas Sustentáveis que deveria ser realizado em Cuiabá, nos dias 12 e 13 de setembro de 2013. 
Inúmeras secretarias de educação, pesquisadores, ambientalistas, militantes, ativistas, professores
e estudantes viram-se prejudicados, gerando indignação contra a decisão do Ministério da Educação (MEC).

Em tempo, explicitamos e valorizamos as atividades e a política adotada pela Coordenação Geral 
de Educação Ambiental (CGEA), mas lamentamos a ausência da “ética do cuidado” dos 
tomadores de decisão do MEC ao reduzir o orçamento drasticamente, levando ao cancelamento do evento.

Os participantes do 2º Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países Lusófonos, 
na representação de seus 8 países oficiais e ampliando para os territórios não-independentes, 
endossam e reforçam a importância da construção de um Programa Nacional de Escolas Sustentáveis. 
Consideram que é uma possibilidade de diálogos internacionais que potencializam a identidade lusófona, 
favorecendo a cooperação entre os países da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP). 
Reforçando os territórios e as identidades diversificadas e múltiplas, será possível desenhar os 
espaços, comunidades, redes, universidades ou escolas sustentáveis, além de outros coletivos
que resistem ao cenário desenvolvimentista da economia, em prol da vida em amplos sentidos.

Manifestamos a importância do controle social à sustentabilidade da democracia, e indignados pelas 
orientações que forjaram o cancelamento do evento, explicitamos a necessidade da priorização 
da pauta ambiental em qualquer sociedade que busca ser justa e inclusiva.

Cuiabá (UFMT), 11 de setembro de 2013.

Assinam este manifesto, as entidades abaixo assinadas, presentes no 2º Congresso Lusófono:

1.     Rede Lusófona de Educação Ambiental – REDELUSO
2.     Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte, GPEA-UFMT
3.     Instituto Caracol, iC
4.     REMTEA – Rede Mato-grossense de Educação Ambiental
5.     CEAG – Centro de Educação Ambiental de Guarulhos
6.     Centro de Extensión Universitaria e Divulgación Ambiental de Galícia (CEIDA)
7.     CIEA/MT – Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental de Mato Grosso
8.     CJMT – Coletivo Jovem de Meio Ambiente de Mato Grosso
9.     CJRJ- Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Rio de Janeiro
10. CJRS – Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul
11. CJSP- Coletivo Jovem de Meio Ambiente de São Paulo
12. Com-Vida da E.M. Dr. João Ferreira Lopes
13. ENCIMA (UFC) – Programa de Pós-graduação em Ensino em Ciências e Matemática
14. GEEAS - Grupo de Pesquisa Educação, Estudos Ambientais e Sociedade
15. GEEMA – Grupo de Estudos em Educação e Meio Ambiente
16. Gerência de Educação Ambiental (SEDUC-MT)
17. Gerencia de Educação Ambiental (SEMMAM-Vitória-ES)
18. Grupo de Investigación em Pedagoxía Social e Educación Ambiental da Universidade de Santiago de Compostela
19. Grupo de Pesquisa Análise e Planejamento Ambiental da Paisagem e Educação Ambiental (ANPAP-EA)
20. Grupo de Pesquisa em Educação, Ambiente e Sociedade (NEAS/UFPR)
21. Grupo de Pesquisa em Gestão e Educação Ambiental (PGEA UNESP/Tupã)
22. Grupo de Pesquisas e Estudos em Educação Ambiental – GPEA/UFES
23. Grupo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento Sustentável do Litoral do Paraná
24. GT Educação Ambiental e Agenda 21 do FBOMS – Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais pelo
Meio Ambiente e Desenvolvimento
25. GTIEA (Guarulhos-SP)
26. Instituto Physis – Cultura & Ambiente
27. JEA-Juventude Ecológica Angolana
28. Núcleo de Educação Ambiental de União dos Palmares/AL
29. Núcleo de Escolas Sustentáveis do Quadrilátero Ferrífero
30. NUROF (UFC) – Núcleo Regioal de Ofidismo da Universidade do Ceará
31. ONG Miraserra
32. REABA – Rede de Educação Ambienta da Bahia
33. REABJ - Rede de Educação Ambiental da Baixada de Jacarepaguá
34. REAP - Rede de Educação Ambiental da Alta Paulista
35. REARJ – Rede de Educação ambiental do Rio de Janeiro
36. REARO – Rede de Educação Ambiental de Rondônia
37. REASUL – Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental
38. REATUR – Rede de Educação Ambiental e Turismo
39. RECEA – Rede Capixaba de Educação Ambiental
40. Rede Brasileira de Educação Ambiental – REBEA
41. Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade – REJUMA
42. REDE do Lago
43. Rede Linha Ecológica
44. Rede Planetária de Educação Ambiental - PlanTEA
45. REPEA – Rede Paulista de Educação Ambiental
46. RMEA – Rede Mineira de Educação Ambiental
47. RUPEA – Rede Universitária de Programas de Educação Ambiental
48. Sala Verde Serrana dos Quilombos
49. Secretaria de Estado da Educação do Estado do Espírito Santo (SEDU)
50. Secretaria Municipal de Educação de Barretos

         51. Sociedade Brasileira de Ecoturismo
         52. Sociedade Galega de Educación Ambiental